sexta-feira, 1 de julho de 2011

Chegou o frio!!! E várias doenças também…


Pois é, o frio denuncia: o inverno começou!!! E junto com a estação mais fria do ano, várias doenças respiratórias se proliferam rapidamente. Some o frio à baixa umidade do ar e a uma maior concentração dos poluentes e…pronto! Você terá tudo para essas patalogias se espalharem por aí, e acomenterem, principalmente, crianças e idosos.

As patologias de inverno mais comuns são as que atingem as vias respiratórias superiores. A notícia boa é que se tratadas adequadamente, essas doenças não têm maior gravidade, (apesar de que tragam grande desconforto!!! rs). Entretanto, quando se complicam, podem levar à morte. Por isso, é fundamental conhecer suas diferenças e ficar de olho nos sintomas!

A dica é: secreções amareladas ou muito espessas, febre alta, dores fortes na cabeça ou no peito e dificuldades respiratórias são indicativos que a coisa não está andando bem e é melhor procurar um serviço de saúde.

Porém, cada uma das patologias típicas do inverno apresenta alguns sintomas específicos. Vou falar um pouquinho de cada uma (afinal isso é um blog e não uma aula de fisiopatologia, kkkk), o importante é ficar claro: não deixe de procurar ajuda especializada caso possua os sinais e sintomas.

A lista do mal!!! (vulgo: As doenças de inverno)

Asma: É uma inflamação do pulmão e das vias aéreas, de fundo alérgico, caracterizada por chiados no peito, tosse e sensação de falta de ar. É conhecida por ser uma doença comum em crianças, mas pode surgir em adultos a partir de infecções por vírus e bactérias. Não existe como prevenir o surgimento da asma, mas ela pode ser controlada desde que o tratamento seja seguido e que o paciente e sua família se conscientizem do problema.

Amidalite: É uma inflamação das amídalas, que servem como filtros no fundo de nossa garganta, evitando a passagem de infecções da boca e dos seios da face para o resto do corpo. Pode ser causada por vírus ou por bactérias. Os sintomas são dor de garganta, dor ao engolir, febre, mau hálito e, às vezes, inchaço dos gânglios do pescoço.

Bronquite: É uma inflamação dos brônquios, que impede a chegada do ar aos pulmões. A forma aguda é causada por vírus e bactérias. A crônica é recorrente e não necessariamente fruto de infecção. Seus principais sintomas são: tosse seca com chiado seguida por tosse com eliminação de catarro, dor no peito, fadiga, mal estar e febre. Pode estar ligada a alergias e é agravada com o fumo ou o contato com fumantes.

Gripe: É uma infecção causada pelos vírus influenza, que são mutantes (por isso que sempre temos novas vacinas!!). Doença altamente contagiosa, pode causar entupimento das vias aéreas, inflamação na garganta, dor muscular, dor de cabeça, febre alta, calafrios, fraqueza, tosse seca, espirros e coriza. A transmissão ocorre pelo ar, quando pacientes falam, espirram e tossem, e, indiretamente, pelas mãos e por objetos contaminados.

Otite (também conhecida pelo apelido de “dor de ouvido”): É uma infecção bacteriana do ouvido médio, que fica entre o tímpano e o ouvido interno, muito comum em crianças. Normalmente, vírus e bactérias que infectaram a garganta migram até o ouvido e se multiplicam, graças às secreções da área.

Pneumonia: É uma infecção aguda dos pulmões, causada por bactérias, vírus ou fungos. Os alvéolos pulmonares ficam cheios de pus, além de muco e líquidos, o que impede a respiração correta. Normalmente, ocorre quando há falha nas defesas do organismo e pode surgir após uma gripe ou uma bronquite fortes. Os sintomas são: tosse com catarro, dor no tórax, calafrios, suor, palidez e febre alta.

Resfriado: Muito confundido com a gripe, é uma infecção bem mais leve do nariz e da garganta, causada por outros vírus. Seus sintomas são espirros, tosse, dor de garganta, dor muscular, secreção nasal intensa, dor de cabeça e febre baixa. Não existe tratamento contra o vírus (é fazer o q ne?) - os remédios são tomados apenas para aliviar os sintomas até a recuperação natural do organismo.

Rinite: É a mais comum das doenças alérgicas, causada pela inflamação, ou pela simples irritação, da mucosa do nariz. Os principais sintomas são espirros, coriza, coceira e entupimento do nariz.

Sinusite: É a inflamação da mucosa que reveste os chamados “seios da face”, cavidades do crânio em torno do nariz, causada por alergias ou infecções virais e bacterianas. Os principais sintomas são dor de cabeça, inchaço nas pálpebras, nariz entupido e dor nos olhos.

Após a listinha do mal, tenho que melhorar o ânimo dos meus queridos leitores. Por isso deixo várias dicas para auxiliá-los a não sofrerem com essas patologias. Então, vamos lá:

ü Beber bastante líquido (mas evitar bebídas alcóolicas);

ü Não deixar de fazer exercícios físicos (nadar, correr e caminhar são especialmente importantes porque aumentam a capacidade respiratória);

ü Comer alimentos ricos em vitamina C, como: limão, laranja, abacaxi (adoro!! rs) e acerola;

ü Manter limpas as roupas de cama, especialmente cobertas e edredons;

ü Evitar lugares fechados e pouco arejados;

ü Evitar fumar e conviver com fumantes;

ü Secar roupas no sol (tudo bem, que vai ser um pouco dificil, mas...);

ü Lavar as mãos com freqüência (importantíssimo!!!);

ü A vacinação anualé importante, não causa gripe e evita complicações mais sérias (por isso eu sempre tomo!!);

ü Para bebês, a amamentação é indispensável, pois garante a proteção da criança.

ü Retire tapetes e carpetes da casa, principalmente do quarto;

ü Limpar a mobília da casa com pano úmido com freqüência superior a uma vez por semana;

ü Manter sempre a casa arejada e ensolarada;

ü Evitar, no quarto da criança, objetos que acumulem poeira como livros, revistas, brinquedos de pelúcia, caixas e quadros;

ü Evitar cheiros fortes no domicílio como de tintas, solventes, inseticidas e produtos de limpeza.

Espero que tenham gostado do post!! Mil bjnhos a todos e até a próxima!!


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sexualidade infantil

“A sexualidade não são os genitais e o que fazer com eles.” Assim falou o psiquiatra Domingos Paulo Infante do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas da FMUSP, e ele está certíssimo! Apesar que tem muito adulto por ai que não sabe bem ao certo o que é sexualidade… infantil então… pior ainda. Porém, é necessário que os adultos compreenderem um pouco de sexualidade infantil, afinal, somos nós que influenciamos o crescimento e a definição das crianças e jovens enquanto seres sexuados.

Isso pode até parecer óbvio, (mas há pessoas que tem dúvidas em relação a afirmativa a seguir) a sexualidade infantil é diferente da sexualidade adulta, uma vez que não contém os mesmos componentes e interesses.

E nem foi a Karolzinha aqui, que chegou a essa conclusão, foi tio Freud, que foi o primeiro a afirmar a existência da sexualidade na infância, correlacionando-a com as fases de desenvolvimento da criança (o cara é o cara não? rs).

Agora façamos um exercício imaginário: se mesmo hoje século XXI, ano 2011, ainda há dúvidas e polêmicas sobre o tema imagina o B.O. que deu suas declarações em 1897, muita gente contestou, achou um absurdo e blablabla…afinal para a sociedade da época existia uma relação entre a ausência da sexualidade à pureza e inocência, esteriotipadas nas crianças.

Fases da sexualidade infantil

(colinha básica para vcs)

Primeiríssimo lugar: a sexualidade do ser humano envolve o conjunto de fenômenos de sua vida sexual e não apenas seus órgãos genitais!!

Segundo: A sexualidade de uma criança está relacionada ao seu prazer, e esse prazer pode estar localizado em diferentes partes de seu corpo. Portanto, conforme o desenvolvimento infantil normal, teremos algumas fases bem caracterizadas: (sim, sim., agora vem a colinha)

ü Fase oral: a boca é a primeira zona erógena e o prazer, neste caso, é proporcionado pela sucção.

ü Fase anal: que transcorre entre os 24 e 36 meses de vida, centraliza o prazer na eliminação das fezes e urina. Neste momento é fundamental que os pais evitem demonstrar atitudes de repressão ou de desagrado aos produtos da criança, que ela sente como criação pessoal. (por isso, sefor preciso dar “tchauzinho” para as fezes, dêem…)

ü Fase pré-edipiana: ocorre entre os 24 e 30 meses. Nela, a criança começa a perceber as diferenças anatômicas entre os sexos. Até então os meninos e as meninas acreditavam que todos os seres humanos eram ou deviam ser providos de pênis; a partir desse momento, “descobrem” que o mundo se divide em homens e mulheres, em seres com pênis e sem pênis.

ü Fase Edipiana ou genital: se inicia aos 36 meses. É uma fase que apresenta características peculiares e específicas para os meninos e meninas, cada um deles obedecendo a processos de identificação com seu pai ou sua mãe. (Complexos de Édipo <leia aki> e de Electra)

Devido a todas essas características peculiares a sexualidade infantil é nenessário que seja trabalhada a educação sexual com nossas crianças.

Vale ressaltar que, a educação sexual começa em casa, pois é influenciada pelo contexto da família onde a criança está inserida. (mesmo que uitos pais prefiram nem tocar no assunto...)

O engraçado que hoje vivemos uma mudança de paradigmas, ok, vou me explicar melhor: as crianças de gerações anteriores eram muitas vezes punidas e repreendidas caso mencionassem ou quisessem saber alguma coisa a respeito de sexualidade. Atualmente, o que se ver é a estimulação precoce à erotização (vai entender as pessoas…).

Já ia esquecendo…não há como desenvincular a educação sexual na infância do desenvolvimento emocional, uma vez que temos que considerar o nível de maturidade e as necessidades emocionais de cada criança.

É importantíssimo que a criança tenha espaço para expor suas dúvidas, e estas por sua vez, sejam respondidas com clareza, simplicidade, na medida em que esta curiosidade vai se dando. Exemplo: (vivenciado por muitos pais ao redor do mundo…) a criança chega e pergunta como foi que o irmãozinho (feto) foi parar na barriga da mãe. (tan tan tan… chega a ser assustador, kkkk) e ai, o q fazer? Lembre-se, a criança não quer detalhes da relação sexual dos pais. Uma boa saída, é voltar a pergunta para criança (assim você pode saber o grau de conhecimento e de curiosidade dela): “Como você acha que o bebê foi parar lá?”, geralmente você fica surpreso com as respostas, rs…

Há um livro super fofo, para ajudar nessa situação: "De Onde Viemos?" dos autores Peter Mayle, Arthur Robins e Paul Walter, com uma linguagem totalmente voltada para as crianças, o livro trata das diferenças do corpo do homem e da mulher até a gestação. Ótima pedida para pais, principalmente os de primeira viagem!

Sugiro também a leitura dos seguintes artigos:

ü SEXUALIDADE NA INFÂNCIA” de Maritânia Mangold, que evidencia como professoras percebem a necessidade de trabalhar a sexualidade infantil em algumas das instituições de Educação Infantil do município de Concórdia. <leia aki>

ü SEXUALIDADE INFANTIL” de Domingos Paulo Infante, o texto de onde retirei a frase da chamada do post. <leia aki>

Espero que tenham gostado do post! Bjnhos e até a próxima!

domingo, 24 de abril de 2011

Vacinação contra gripe - 2011


A campanha é voltada para idosos, crianças de 6 meses até 2 anos, gestantes, índios e profissionais de saúde. Este ano, a vacina também vai proteger contra a gripe suína.

A influenza é uma doença infecciosa aguda de natureza viral, altamente contagiosa, que acomete o trato respiratório e cuja ocorrência se observa em maior intensidade ao final do outono e durante o inverno. Estima-se que aproximadamente 600 milhões de pessoas por ano apresentam um episódio de gripe (Fonte: OMS – Organização Mundial de Saúde)

Assim sendo, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo quer vacinar 5,5 milhões de paulistas contra a gripe na campanha que começa na próxima segunda-feira, 25 de abril. Pela primeira vez, parte das vacinas foi produzida integralmente no país, pelo Instituto Butantan, órgão da Secretaria.

As doses da campanha sazonal também imunizarão a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009. Em 2010 também foi realizada campanha contra a nova gripe, mas ela aconteceu em época diferente à da sazonal.

Neste ano, além dos idosos, que já são imunizados desde 1999, foram incluídos no programa as gestantes, crianças entre seis meses e dois anos e os indígenas, que somam cerca de 1,5 milhão de pessoas a mais que nas campanhas anteriores. Além deles, mantém-se a vacinação em profissionais de saúde, seguindo o preconizado pelo Ministério da Saúde.

Vale ressaltar que a vacinação é fundamental para se evitar as complicações respiratórias decorrentes da gripe (ex: pneumonia), por isso é importantíssimo que as pessoas compareçam aos postos de vacinação.

A campanha vai até o dia 13 de maio, de segunda a sexta-feira. No dia 30 de abril, um sábado, as salas de vacina dos postos de saúde de todo o estado também estarão abertos das 8h às 17h para imunizar a população.

Espero que tenham gostado do post. Bjnhos e até a próxima!

domingo, 17 de abril de 2011

Teste de Surdez Genética


O Teste de Surdez Genética associado ao Teste da Orelhinha amplia a eficácia da triagem auditiva neonatal.

A surdez é o déficit sensorial mais comum nos seres humanos. Para se ter uma idéia, a incidência de deficiência auditiva profunda é de 1/2000 a 1/1000 NVs.

A deficiência auditiva é causada tanto por fatores ambientais como genéticos. Dentre as causas ambientais temos dois grandes grupos: infecções pré-natais como a toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose e herpes; e as infecções pós-natais como as meningites bacterianas e a exposição a drogas ototóxicas.

Como disse acima, o teste de surdez genética associado com o teste da orelhinha tem alta eficácia na triagem auditiva neonatal. Porém, vocês sabem a diferença entre ambos?

O teste de emissões otoacústicas evocadas, ou teste da orelhinha (o “apelido” mais conhecido... kkk) é realizado no RN por um profissional habilitado, através de um aparelho emissor de som e sensores eletrônicos, onde se avalia a capacidade auditiva do bebê. Já o teste de surdez genética é um exame laboratorial especializado, não invasivo e que é feito a partir de uma gota de sangue colhida em papel filtro, podendo ser realizado na mesma amostra do teste do pezinho. É indicado quando há a suspeita de perda auditiva de origem genética, para fins diagnósticos e de aconselhamento genético.

Ambos os testes deveriam ser aplicados no período neonatal, pois além de aumentar a eficácia da triagem auditiva, também permitem o acesso precoce ao diagnóstico e implante coclear, somados à participação efetiva da família, e intervenções fonoaudiológicas e psicopedagógicas desde o início, contribuindo para o desenvolvimento da linguagem quanto da comunicação oral.

A partir do diagnóstico etiológico da surdez, deverá haver um acompanhamento por uma equipe especializada (pediatra, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, geneticista clínico, entre outros) visando dar o suporte específico a criança e aos seus familiares, contribuindo deste modo para a qualidade de vida de todos.

Espero que tenham gostado do post! Bjnhos e até a próxima!

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