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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Glub, glub...

Calor (leia-se: mtooooooooooooooooooooo calor) nada como uma piscininha nê?? Ôooo delícia!! Mas... esta idéia tentadora pode ser um perigo em qualquer idade, principalmente para as crianças pequenas. A seguir, falarei um pouco sobre afogamentos.


Visitantes do hemisfério norte ficarão com inveja, mas aqui no Brasil estamos no verão, e faz muito calor!!!E esse calor todo, nos convida sempre que possível a dar um mergulho. Crianças e jovens não pensam duas vezes diante da oportunidade de se refrescarem, e aí mora um grande perigo: afogamento!

Por isso, (como eu sempre falo aqui no blog) “todo cuidado é pouco!”, principalmente com os pequenos.

É importante que eles sejam orientados quantos aos perigos numa piscina, represa, mar e outros. Educação em saúde é essencial, pois é através dela que serão fornecidas informações acerca da prevenção e das medidas de segurança que ajudam a prevenir acidentes que podem inclusive levar à morte!

Esse perigo ocorre devido ao um mecanismo de proteção chamado laringoespasmo, que nada mais é que uma contração das vias aéreas que o nosso organismo aciona, quando por exemplo, mergulhamos inesperadamente. Nós adultos, sabemos (ou deveríamos!!) que não podemos inspirar dentro da água, diferentemente de uma criança, tão logo as vias respiratórias se abrem novamente, aspira mais forte ainda com a intenção de recuperar o fôlego. O que aumenta o risco de afogamento.

Vale ressaltar que basta pouco tempo sem respirar (a literatura varia entre 3 a 5 minutos) para causar danos permanentes no cérebro, e como os afogamentos acontecem de forma rápida e silenciosa, por isso...” todo cuidado é pouco!”.

O.k. depois de todo o pânico que coloquei em vc, meu caro leitor, até esta parte do post, fico na obrigação de dar alguma informação boa: afogamentos são preveniveis!! E a prevenção não é nada de “outro mundo”, veja a colinha preparada a seguir:

ü Em primeiríssimo lugar, crianças e adolescentes devem ser supervisionadas por um adulto SEMPRE!! Seja na piscina, no banho ou na praia. Não importa que o local do banho seja raso ou que eles saibam nadar, pois as crianças não têm consciência do perigo;

ü Mantenha a porta do banheiro e a tampa do vaso sanitário sempre fechados. Se possível, lacrar a tampa com algum dispositivo de segurança;

ü Baldes, banheiras e piscinas infantis devem ser esvaziados após o uso e guardados virados para baixo;

ü Poços e outros reservatórios de água domésticos têm de ser trancados;

ü Para dificultar o acesso a áreas de perigo, crie barreiras: as piscinas devem ser cercadas por portões de no mínimo 1,5m, de preferência, com cadeados ou travas de segurança. Além da grade, outras medidas complementares são capas próprias para piscina e alarmes. Em alguns estados norte-americanos, por exemplo, alarmes que disparam toda vez que alguém entrar na área da piscina (a não ser que sejam desativados com uma senha) são obrigatórios. Não deixe brinquedos ou qualquer tipo de atrativo perto da piscina;

ü Bóias e brinquedos infláveis não são seguros o suficiente, pois podem estourar ou esvaziar. Na praia, no lago e até mesmo na piscina, o ideal é usar um colete salva-vidas;

ü Na praia, lago ou cachoeira, ensine as crianças a respeitar as placas de segurança, os salva-vidas e as condições da água. Os maiores devem ser orientados a nadar sempre acompanhados.

Mas...e se caso o pior acontecer??

PRIMEIROS SOCORROS

O atendimento deve ser o mais rápido possível. O ideal é que os pais e as outras pessoas que cuidam da criança conheçam técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP).

Em primeiro lugar, mantenha a calma (sei que será difícil, mas desespero não vai ajudar em nada...) depois coloque a criança em uma superfície reta e rígida (como uma mesa ou o chão, por exemplo). As técnicas consistem em quatro etapas, que são resumidas nas primeiras letras do alfabeto:

a) Airway (via aérea, em inglês): desobstrução das vias aéreas por meio de manobras específicas;

b) Breathing (respiração, em inglês): popularmente chamada de respiração boca a boca, a técnica consiste em expirar o oxigênio dentro da boca ou do nariz da vitima;

c) Circulation (circulação, em inglês): massagem cardíaca;

Enquanto uma pessoa tenta reanimar a criança, a outra deve chamar por socorro. O número do SAMU é 192 e dos Bombeiros é o 193. Ao falar com o atendente passe todas as informações: local do acidente, idade da vítima, o estado da vítima e ações que estão sendo tomadas. Siga todas as recomendações que lhe forem passadas pelo atendente.

É importante ensinar as crianças maiores a ligar para o telefone de emergência e passar as informações corretamente.

Espero que tenham gostado do post! Bjnhos e até a próxima!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sabe que dia é hoje?


Hoje, dia 30 de agosto, é o “Dia Nacional da Prevenção de Acidentes com Crianças” e a ONG Criança Segura realizou uma pesquisa em cinco capitais brasileiras mostrando que a maioria das mães ainda não protege o filho o suficiente. Daí a importância de uma mobilização nacional com o objetivo de promover uma maior conscientização e ampliar a discussão sobre o tema

Comemorado no dia 30 de agosto, o Dia da Prevenção de Acidentes a data foi instituída pela ONG Criança Segura para gerar alerta e ampliar a discussão sobre os acidentes, principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos no Brasil

Para marcar a data, a ONG Criança Segura divulgou um estudo que levou em conta a opinião das mães em relação à proteção dos filhos contra acidentes. O estudo foi conduzido pela Ipsos, multinacional francesa de pesquisa. Foram entrevistadas 500 mães de filhos entre 0 e 14 anos, pertencentes às classes ABCD, entre 25 e 45 anos das cidades de Curitiba/PR, Brasília/DF, Manaus/AM, Recife/PE e São Paulo/SP. A pesquisa foi feita porta a porta de 03 a 23 de março de 2010.

Segundo a pesquisa, 50% das mães revelaram que acreditam que seus filhos correm perigos fora de casa. Mas este dado é contraditório: queimaduras e quedas (os maiores medos das mães de acordo com a pesquisa) acontecem principalmente dentro de casa.

O estudo constatou, ainda, que a maioria das mães, embora preocupada com a segurança dos filhos, não os protege o suficiente.

Foram identificados três perfis de mães: 49% delas foram consideradas Super Mãe da boca pra fora. As mães desse grupo se consideram a melhor pessoa para cuidar do filho, mas não adotam medidas de prevenção; 30% foram classificadas como Protetora e prevenida: assumem ter modificado toda a casa depois que o filho nasceu; e 21%, Conformada, pois acreditam ser impossível prevenir acidentes com crianças.

Vale lembrar que estar sempre alguém responsável por perto é essencial para evitar que a criança se machuque. Na pesquisa, as mães disseram que o acidente mais evitado é a queimadura e o mais comum é a queda.

A ONG também mostrou que as mães precisam ficar mais atentas quando os filhos estão nas praias e piscinas, pois a segunda principal causa de morte, entre os acidentes, de crianças e adolescentes de até 14 anos é o afogamento.

A lei que obriga os pais a transportarem os filhos em cadeirinhas só começa a valer dia 1º de setembro, mas as mães já se mostraram preocupadas com a segurança dos filhos dentro do carro. O estudo mostra que 40% das mães transportam os filhos em automóveis e, destas, 32% tem a cadeirinha (bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação).

Segundo um outro estudo da mesma ONG, o número de mortes de crianças até 14 anos, causadas por acidentes, caíram 17%. Os dados analisados são do ano de 2007. Apesar da melhora, persiste o desafio na prevenção dos acidentes, pois os acidentes de trânsito, afogamentos, sufocações, queimaduras, quedas e intoxicações ainda ocupam o primeiro lugar no ranking de mortes de crianças.

Estudos americanos alertam que 90% destes acidentes poderiam ser evitados, para isso, diversas medidas de prevenção devem ainda ser adotadas e reforçadas, mudando assim o comportamento, promovendo políticas públicas que assegurem infra-estrutura e ambientes seguros para o lazer e uma legislação e fiscalização adequada.

No Dia Nacional da Prevenção, assim como no resto do ano, todos nós devemos lembrar que: “todo cuidado é pouco”.

Para maiores informações surgiro que visitem os seguintes links:

http://www.criancasegura.org.br/midia_noticias_corpo.asp?id_artigo=1101

http://www.farolcomunitario.com.br/mg_005_0031.htm

http://www.colmagno.com.br/TodoCuidado/em_casa/

Bjnhos e até a próxima!

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