sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sexualidade infantil

“A sexualidade não são os genitais e o que fazer com eles.” Assim falou o psiquiatra Domingos Paulo Infante do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas da FMUSP, e ele está certíssimo! Apesar que tem muito adulto por ai que não sabe bem ao certo o que é sexualidade… infantil então… pior ainda. Porém, é necessário que os adultos compreenderem um pouco de sexualidade infantil, afinal, somos nós que influenciamos o crescimento e a definição das crianças e jovens enquanto seres sexuados.

Isso pode até parecer óbvio, (mas há pessoas que tem dúvidas em relação a afirmativa a seguir) a sexualidade infantil é diferente da sexualidade adulta, uma vez que não contém os mesmos componentes e interesses.

E nem foi a Karolzinha aqui, que chegou a essa conclusão, foi tio Freud, que foi o primeiro a afirmar a existência da sexualidade na infância, correlacionando-a com as fases de desenvolvimento da criança (o cara é o cara não? rs).

Agora façamos um exercício imaginário: se mesmo hoje século XXI, ano 2011, ainda há dúvidas e polêmicas sobre o tema imagina o B.O. que deu suas declarações em 1897, muita gente contestou, achou um absurdo e blablabla…afinal para a sociedade da época existia uma relação entre a ausência da sexualidade à pureza e inocência, esteriotipadas nas crianças.

Fases da sexualidade infantil

(colinha básica para vcs)

Primeiríssimo lugar: a sexualidade do ser humano envolve o conjunto de fenômenos de sua vida sexual e não apenas seus órgãos genitais!!

Segundo: A sexualidade de uma criança está relacionada ao seu prazer, e esse prazer pode estar localizado em diferentes partes de seu corpo. Portanto, conforme o desenvolvimento infantil normal, teremos algumas fases bem caracterizadas: (sim, sim., agora vem a colinha)

ü Fase oral: a boca é a primeira zona erógena e o prazer, neste caso, é proporcionado pela sucção.

ü Fase anal: que transcorre entre os 24 e 36 meses de vida, centraliza o prazer na eliminação das fezes e urina. Neste momento é fundamental que os pais evitem demonstrar atitudes de repressão ou de desagrado aos produtos da criança, que ela sente como criação pessoal. (por isso, sefor preciso dar “tchauzinho” para as fezes, dêem…)

ü Fase pré-edipiana: ocorre entre os 24 e 30 meses. Nela, a criança começa a perceber as diferenças anatômicas entre os sexos. Até então os meninos e as meninas acreditavam que todos os seres humanos eram ou deviam ser providos de pênis; a partir desse momento, “descobrem” que o mundo se divide em homens e mulheres, em seres com pênis e sem pênis.

ü Fase Edipiana ou genital: se inicia aos 36 meses. É uma fase que apresenta características peculiares e específicas para os meninos e meninas, cada um deles obedecendo a processos de identificação com seu pai ou sua mãe. (Complexos de Édipo <leia aki> e de Electra)

Devido a todas essas características peculiares a sexualidade infantil é nenessário que seja trabalhada a educação sexual com nossas crianças.

Vale ressaltar que, a educação sexual começa em casa, pois é influenciada pelo contexto da família onde a criança está inserida. (mesmo que uitos pais prefiram nem tocar no assunto...)

O engraçado que hoje vivemos uma mudança de paradigmas, ok, vou me explicar melhor: as crianças de gerações anteriores eram muitas vezes punidas e repreendidas caso mencionassem ou quisessem saber alguma coisa a respeito de sexualidade. Atualmente, o que se ver é a estimulação precoce à erotização (vai entender as pessoas…).

Já ia esquecendo…não há como desenvincular a educação sexual na infância do desenvolvimento emocional, uma vez que temos que considerar o nível de maturidade e as necessidades emocionais de cada criança.

É importantíssimo que a criança tenha espaço para expor suas dúvidas, e estas por sua vez, sejam respondidas com clareza, simplicidade, na medida em que esta curiosidade vai se dando. Exemplo: (vivenciado por muitos pais ao redor do mundo…) a criança chega e pergunta como foi que o irmãozinho (feto) foi parar na barriga da mãe. (tan tan tan… chega a ser assustador, kkkk) e ai, o q fazer? Lembre-se, a criança não quer detalhes da relação sexual dos pais. Uma boa saída, é voltar a pergunta para criança (assim você pode saber o grau de conhecimento e de curiosidade dela): “Como você acha que o bebê foi parar lá?”, geralmente você fica surpreso com as respostas, rs…

Há um livro super fofo, para ajudar nessa situação: "De Onde Viemos?" dos autores Peter Mayle, Arthur Robins e Paul Walter, com uma linguagem totalmente voltada para as crianças, o livro trata das diferenças do corpo do homem e da mulher até a gestação. Ótima pedida para pais, principalmente os de primeira viagem!

Sugiro também a leitura dos seguintes artigos:

ü SEXUALIDADE NA INFÂNCIA” de Maritânia Mangold, que evidencia como professoras percebem a necessidade de trabalhar a sexualidade infantil em algumas das instituições de Educação Infantil do município de Concórdia. <leia aki>

ü SEXUALIDADE INFANTIL” de Domingos Paulo Infante, o texto de onde retirei a frase da chamada do post. <leia aki>

Espero que tenham gostado do post! Bjnhos e até a próxima!

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